
Dia Mundial da Internet
Hoje em dia, a grande preocupação na Internet é a segurança dos dados que nela circulam e a segurança e privacidade dos utilizadores. Logo, nasce aqui o conceito de Cibersegurança.
O CINEL aposta quer na implementação de um sistema eficaz de Cibersegurança na sua rede, quer na formação em Cibersegurança.
Na formação, o CINEL implementou uma Academia Palo Alto integralmente dedicada aos conceitos e problemas de Cibersegurança. Esta academia está integrada nos sistemas de Routing e Switching da CISCO e tem como objetivo formar na tecnologia de Cibersegurança desenvolvida pela PALO ALTO, que é utilizada no mercado, contribuindo assim com técnicos qualificados para as empresas.
Hoje em dia, um novo desafio impõe-se com a IoT “Internet of Things” e a IIoT “Industrial Internet of Things” na Indústria 4.0, onde todos os sistemas são ligados, monitorizados e comandados via Internet desde o simples frigorífico até um complexo sistema de distribuição de água ou energia elétrica a uma cidade, e por isso são sistemas vitais que implicam elevados níveis de segurança para não sofrerem intrusões e colocarem em risco as vidas de milhões de pessoas.
Esta evolução para IoT foi possível devido à implementação do protocolo IPV6 em vez do IPv4 permitindo assim a existência de muito mais milhões de dispositivos ligados à Internet. Tal foi implementado pelo projeto da IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) P1876 que implementou o endereçamento IPV6.
O CINEL também está a desenvolver cursos e sistemas que permitam desenvolver formação para particulares e empresas nesta área emergente.
Curiosidade: No início da década de 1960, os fabricantes de computadores começaram a usar a tecnologia de semicondutores em produtos comerciais, o que trouxe aos computadores uma muito mais elevada capacidade de processamento, tratamento e armazenamento de dados.
Nas empresas, surgiu a necessidade de haver registos centralizados a que vários utilizadores teriam de ter acesso para ler, criar e atualizar. O computador que guardava esses dados passou a chamar-se servidor (pois prestava serviços aos outros computadores que o acediam). Claro que tinha de estar ligado aos computadores onde trabalhavam os funcionários que trabalhavam sobre esses dados.
Assim, surgiu o conceito de rede de computadores, embora local e só para uma determinada empresa ou organização.
Entretanto, começou a evidenciar-se a necessidade de partilha de dados entre várias empresas ou organizações, sendo necessário ligar em rede as várias redes das empresas ou organizações.
Quem desenvolveu mais este conceito foram as forças militares dos Estados Unidos que juntamente com os seus aliados europeus da NATO desenvolveram a ARPANET. Esta foi criada e desenvolvida pela Advanced Research Projects Agency, do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Rapidamente se percebeu as vantagens em ligar esta rede a outros departamentos governamentais americanos e a Universidades onde se fazia pesquisa e investigação ligada aos sistemas de defesa e segurança.
Inicialmente, esta rede apenas permitia partilhar e consultar ficheiros e enviar correio eletrónico.
Depois, nos anos 70 e 80, esta rede foi-se ligando a todos os países da NATO mas apenas para fins militares e de investigação.
Nos anos 90, foi aberta ao público e generalizada a todos os setores de atividade económica e política como hoje acontece na “rede das redes”, a rede que faz a INTERligação das redes (NET).



