Dia Mundial das Telecomunicações
Neste Dia Mundial das Telecomunicações, apresentamos os nossos Laboratórios de Telecomunicações.


O CINEL aposta na formação profissional na área das telecomunicações. Na nossa oferta, temos vários cursos de redes de computadores, fixas e WiFi, cursos de telecomunicações de vários tipos com e sem fios, cursos de ITED (Infraestruturas de Telecomunicações em Edifícios) e ITUR (Infraestruturas de Telecomunicações em Loteamentos, Urbanizações e Conjuntos de Edifícios), seguindo todas as normas definidas pela ANACOM.
Em termos de futuro das comunicações móveis, o que se afirma como a próxima grande evolução é a passagem para as redes 5 G e o CINEL já está a preparar os meios técnicos e humanos para garantir ao mundo empresarial toda a formação necessária para este novo tipo de redes.
Curiosidade:
Hoje em dia, as telecomunicações dominam a nossa vida e o nosso mundo. Não é possível imaginarmo-nos sem telecomunicações. As telecomunicações nasceram da necessidade de as pessoas comunicarem a mais ou menos longas distâncias, podendo transmitir mensagens sem se deslocarem.
Hoje em dia, todos os sistemas de telecomunicações são eletrónicos e utilizam componentes semicondutores, mas nem sempre foi assim.
Os primeiros sistemas de comunicações à distância baseados na transmissão de letras e carateres à distância aparecem no século XVIII em França, com o telégrafo aéreo que consistia numa série de torres colocadas em montes à vista uns dos outros e com umas hastes mecânicas em forma de H que, movendo-se mecanicamente, transmitiam letras e números.
Só em 1837 é que Samuel Morse registou a patente do que é hoje conhecido como o código Morse que consiste em sequências de traços e pontos que transmitem carateres. Tal era conseguido já com um interruptor elétrico que sendo pressionado em tempos diferentes formava a sequência de letras e traços e era ouvido no recetor através de zumbidos num sistema eletromagnético e em lâmpadas que acendiam enquanto o interruptor era acionado no posto emissor.
Este sistema foi largamente utilizado no século XIX, como apoio aos caminhos de ferro e aos serviços de correio. Mas, implicava ainda e sempre um condutor elétrico do emissor para o recetor ou em postes em terra ou cabos submarinos no mar.
Em 1876, Graham Bell inventa o telefone (fixo) ainda e sempre baseado em sistemas de condutores elétricos. Curiosamente, Thomas Edison foi desenvolvendo paralelamente um sistema semelhante, mas que registou em patente 2 horas depois.
Havia ainda um grande desafio que era transmitir mensagens com caracteres codificados através do ar sem fios. Tal só foi conseguido após 1887, quando Henrich Hertz consegue transmitir ondas de rádio e demonstra que têm o mesmo comportamento que as ondas luminosas, mas em frequências e comprimentos de onda diferentes.
Em 1896, Giglielmo Marconi consegue transmitir e receber ondas rádio com mensagens percetíveis e em 1901 faz a primeira transmissão rádio transatlântica.
A partir deste momento, continua a ser utilizado o código Morse, mas por transmissão de ondas rádio. Tal teve enorme impacto na navegação tendo sido o primeiro pedido de socorro transmitido por este meio o do célebre navio HMS Titanic em 14 de abril de 1912, aquando do seu naufrágio e que permitiu salvar 705 pessoas.
Também em 1912, Lee De Forest constrói um amplificador a válvula tríodo para telegrafia sem fios, mas que veio a ser largamente aplicado em transmissões de rádio de amplitude modelada e abriu o caminho à idade dourada da rádio na América de 1920 a 1945. A primeira emissora comercial de rádio foi a KDKA em Pittsburg na Pensilvânia.
Entretanto faltava transmitir a imagem, até esta altura apenas se conseguia transmitir som por ondas rádio.
Iria surgir a televisão. A primeira transmissão foi realizada ainda por rede telefónica em 1926 de Londres para Glasgow por John Baird, depois em 1935 na Alemanha nazi começam as emissões regulares de televisão como meio de propaganda do III Reich. Em Inglaterra começam em 1936 e nos Estados Unidos em 1939.
Em termos tecnológicos, tudo se baseava ainda na válvula eletrónica. Apenas após a 2ª Guerra Mundial, o transístor de junção (com elementos semicondutores) é inventado por 3 engenheiros dos laboratórios Bell nos Estados Unidos para aplicações civis e comerciais.
Na 2ª Guerra Mundial, o transístor já existia como segredo militar da Força Aérea Americana, mas o seu funcionamento não era ainda bem conhecido e foi um transístor que com um disparo de junção acidental por loop de corrente foi responsável pela explosão de um bombardeiro Lancaster cheio de explosivos que era pilotado pelo irmão de John F. Kennedy que assim encontrou a morte numa missão secreta na 2ª Guerra Mundial.
Foi o desenvolvimento de todos os sistemas semicondutores que possibilitaram a existência dos sistemas de telecomunicações tal como hoje os conhecemos.
Em 1955, aparecem os primeiros pagers nos EUA.
Em 1958, são construídos nos Estados Unidos os primeiros circuitos integrados.
Um dos problemas das telecomunicações rádio é necessitar-se de locais altos para colocar os retransmissores para refletirem os feixes de sinais, por isso em 1963 é colocado em órbita o primeiro satélite geoestacionário e “Echo”.
Em 1969, é criada nos meios militares e universitários americanos a rede ARPANET que é a antecessora da Internet.
Outra enorme inovação que permitiu um grande desenvolvimento nos sistemas de telecomunicações foi o aparecimento da Fibra Ótica que teve as primeiras experiências em 1955, mas só no fim dos anos 80 se vai generalizando e em 1988 é lançado o primeiro cabo transatlântico de Fibra Ótica.
A outra grande contribuição para as telecomunicações foram os telemóveis. A primeira rede comercial pública de telemóveis surge nos EUA, em 1983. Anteriormente, existiram outras, mas para usos privados e militares.
A partir de 1990, a internet torna-se mundial e assume-se como a grande rede de telecomunicações, mas mais uma vez a história se repete como no início do século XX: a internet tem de ser acesso sem fios.
Assim se criam as redes wireless que hoje conhecemos, generalizando-se a partir do início do século XXI.



